Da Maria que não do blogue. Há um ano que a Maria está presente nas nossas vidas, pelo menos no formato "ao vivo e a cores" (sem ser em fotografias ou vídeos 3D...). Aqui se foi dando conta de um ou outro desenvolvimento da bebé, uma ou outra reflexão sobre a parentalidade. Com visíveis limitações ou divisões sobre a colocação de fotografias ou a revelação de intimidades. O equilíbrio mostrou-se sempre instável, interna e externamente, com avanços e recuos, dúvidas e poucas certezas.
Ainda assim, emergiu um dogma deste "ano" bloguista. A Maria, claro está, intocável no posto de papel principal que agora assume em, pelo menos, duas vidas. A festa comemorativa teve muita gente, com destaque para a gloriosa presença de três bisavós (ainda há uma quarta que não pôde vir). É obra para gente ainda tão pequena. Mesmo se tentasse não conseguiria descrever como a Maria ensinou os pais o que é uma anfitriã. Bem-disposta do primeiro ao último minuto. Sem recuos, dúvidas ou limitações.
Poderia ser uma lição para o papá. Mas é mais um motivo de reflexão e questionamento. Não me parece por isso existir melhor altura (e post) do que este para iniciar uma pausa. Que, como se diz na descrição deste 1pai100palavras, espera-se limitado às palavras escritas.
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terça-feira, 3 de novembro de 2009
UM ANO, CINCO MOMENTOS
No momento em que passou um ano de Maria, eis cinco momentos que enternecem o papá.
1 - Quando a Maria encosta a cabeça no meu ombro e ali fica segundos que parecem horas.
2 - Quando a Maria, antes de adormecer deitada no carrinho, se dedica a contemplar-me.
3 - Quando a Maria espeta o indicador para estabelecer contacto (ao estilo do "E.T. - O Extra-terrestre").
4 - Quando a Maria estica os braços a pedir colo.
5 - Quando a Maria passeia no carrinho e olha para trás, a "pedir-me" um beijo na testa.
Paro a marcha do carrinho, abro um sorriso, debruço-me sobre ela, beijo-a demoradamente na testa. O tempo suspende-se. Ela sorri e volta a olhar em frente para a paisagem que a espera. Os segundos voltam a passar e o caminho volta a ser caminho.
1 - Quando a Maria encosta a cabeça no meu ombro e ali fica segundos que parecem horas.
2 - Quando a Maria, antes de adormecer deitada no carrinho, se dedica a contemplar-me.
3 - Quando a Maria espeta o indicador para estabelecer contacto (ao estilo do "E.T. - O Extra-terrestre").
4 - Quando a Maria estica os braços a pedir colo.
5 - Quando a Maria passeia no carrinho e olha para trás, a "pedir-me" um beijo na testa.
Paro a marcha do carrinho, abro um sorriso, debruço-me sobre ela, beijo-a demoradamente na testa. O tempo suspende-se. Ela sorri e volta a olhar em frente para a paisagem que a espera. Os segundos voltam a passar e o caminho volta a ser caminho.
quarta-feira, 7 de outubro de 2009
PARADIGMA DO NOVO-PAI

Os tios Ricky e Tita casaram. A Maria esteve lá, a espreitar para a salinha da conservatória em que se assinavam nomes e trocavam alianças. Depois posou para as fotografias da praxe. Jantou comida de frasco pela primeira vez na vida no restaurante do copo de água. Brincou, riu, chorou, dormiu ao longo da tarde-noite. Ela e outras bebés praticamente da mesma idade. Uma delas, a Clarinha, até “cantou” karaoke. Microfone na mão em pose de estrela de rock.
Entre a barafunda benigna do casório surgiu uma imagem colectiva inusitada. Um paradigma dos novos tempos parentais. As bebés mais pequenas tinham em redor não só a mãe, como sempre foi e será regra, mas também os pais. E os tios. E os amigos. Há uma nova geração de homens que não se limita a transportar os bebés e as crianças daqui para ali. Também dança e canta com eles, troca-lhes as fraldas (ou ajuda a trocar…), embala o carrinho, dá-lhes de comer. Há um lado maternal a despontar em cada pai. Há uma geração de crianças a ser criada com novas regras do afecto. Dificilmente assistiríamos a este quadro unânime de amor paternal – exteriorizado sem ponta de vergonha num abraço aconchegado, num sorriso emocionado, num beijo apaixonado –, num casamento ou qualquer outra manifestação pública de há 30 ou 40 anos.
No dia em que os tios Ricky e Tita casaram, confirmou-se a existência do famoso conflito de gerações. Os novos pais que gravitam na geração dos trinta anos, nada têm a ver com a geração dos próprios pais, residentes nas casas dos cinquenta ou sessenta anos. Agora, os filhos não têm de mendigar afecto. Os mimos chegam-lhes de forma espontânea e benévola, oriundos das eternas mães mas também dos "novos" pais, distantes da figura fria e inalcançável que reinou no passado.
Acreditemos que esta mudança profunda terá consequências individuais em cada um dos nossos filhos e efeitos colectivos numa sociedade formada por pessoas mais amadas. Mas preparemo-nos para que o conflito de gerações se renove constantemente, adoptando novos formatos. Não será de admirar que um dia eles nos digam: “Ah, mas TU estragaste-me com mimos!”
Corremos sempre o risco de quando os nossos filhos forem “grandes” acharem que nós não fomos os melhores pais. Ainda assim, estragado por estragado, parece-me preferível apostar no novo paradigma vigente em detrimento do velho modelo paternal. É que esse já foi testado até à exaustão, com resultados maioritariamente insatisfatórios.
Por isso caros papás, vão lá dar mais uma dose de carinho “em excesso”. Ficam desde já desculpados.
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quarta-feira, 30 de setembro de 2009
ONZE MESES, CINCO ÁLBUNS

A Maria cumpre hoje onze meses. Estes foram os cinco discos que mais companhia lhe fizeram – e também aos pais – durante este tempo.
Virginia Astley - From Gardens Where We Feel Secure
Durante meses e meses rodou como o álbum do banho. Primeiro na intimidade da mamã-bebé, depois já com a participação do pai, após o regresso ao trabalho da progenitora. São 35 minutos de música ambiente construída em redor de sons gravados no campo. A atmosfera bucólica e etérea criada por Astley funciona como o complemento perfeito para o contacto com a água de que a Maria tanto gosta.
Nick Cave - Boatman’s Call
A voz cava do Nick sempre teve um efeito pacificador na Maria. Pensamos que será um legado do concerto no Coliseu que “ouviu” ainda na barriga da mãe. É um disco perfeito. Ouve-se dez vezes seguidas sem cansaço, enquanto se descobrem novas preciosidades nas letras. A Maria adormecia durante as primeiras faixas, embalada pelas nossas-dele palavras. But i believe in love, and I know you do to.
Wim Mertens – Strategie de la Rupture
O minimalista belga obteve primazia em relação a Philip Glass, outro nome dominante por estas bandas (sonoras). Teve sempre cinco ou seis álbuns a acomodar o sono ou o descanso da Maria. Ao longo do tempo destacaram-se dois: Der Heisse Brei (2000) e Strategie de la Rupture (1996). É impossível ouvirmos Iris sem o coração encher-se de algo inexplicável.
Bach – Concertos de Brandeburgo
O canal Mezzo é uma dádiva televisiva para quem quer adormecer uma bebé. Excepto nas noites em que difunde um jazz mais estridente, pouco apropriado para acalmar ânimos. Nessas alturas, entravam em acção os CDs. Os Concertos de Brandeburgo, de J. S. Bach, foram um êxito imediato. Até criaram um vício no pai que não conseguiu tirar o disco do leitor durante umas quantas semanas...
John Coltrane and Johnny Hartman
A adição mais recente aos álbuns que ajudam o sono ou acalmia da Maria, ouve-se principalmente à tarde, depois da turbulência boa e positiva do infantário. Tornou-se um amor único, como prenuncia uma das canções. Absolutamente perfeito do primeiro ao último segundo.
quinta-feira, 17 de setembro de 2009
LAÇOS DE TERNURA
Ontem a bisavó paterna da Maria fez 94 anos. A avó Nana tem uma vida recheada. Alegrias escassas para tantas tristezas, atrevo-me a afirmar. A última está associada, entre outros aspectos, a já não poder ver como é a Maria.
Mesmo com tantas partidas do destino, a bisavó ainda demonstra uma capacidade estóica de avançar no tempo da vida. E uma coragem ímpar em conseguir sorrir. Por isso, apesar da farfalheira no interior da bebé e do vento frio no exterior da casa, arriscámos a saída. Aparecemos à hora do jantar com a intenção de a Maria proporcionar, quiçá, mais alguns sorrisos. E lá esteve ela, sentada ao colo da avó. Fez música com duas colheres, inspeccionou uma caixa de chocolates (fechadinha, bem fechadinha), alegrou-se e alegrou. Nem um segundo de choro. Quase não acreditávamos. Nada de lamentos sobre estar sentada, ainda por cima num colo inabitual.
A avó sorriu. Muito. Mesmo sem ver, estava contente por sentir a Maria, por não ouvir lágrimas e sim um palrar, por ser informada de que a bisneta estava sorridente. A velhota falou com a bisneta com “voz de telefone”, assim mais fininha para “a bebé perceber”. Mas os mais novos entoaram alto, sem timbres ténues, a letra dos Parabéns a você. A Maria não cantou, mas gostou do cerimonial.
A avó disse e repetiu que não podia ter tido melhor prenda. Sei bem que havia outras prendas que ela gostaria mais de ter. No entanto, há desejos que um neto não pode realizar. Restou-me proporcionar, com o crucial apoio da AV, o contacto com a bisnetinha. E ver que durante uma escassa vintena de minutos, uma criança ao colo gerou felicidade pura, daquela que não se compra. Dá-se e recebe-se.
A empreitada cumpriu-se com sucesso. Total. O mérito cabe à Maria. Um dia, quando a compreensão aparecer de forma madura, o pai vai agradecer-lhe pela música de uma noite de final de Verão. Para que entenda a importância da preciosa dádiva que deu à bisavó. E por demonstrar, mais uma vez, a grandiosidade das coisas simples. Como uma bisavó cega maravilhada com uma bebé ao colo.
Mesmo com tantas partidas do destino, a bisavó ainda demonstra uma capacidade estóica de avançar no tempo da vida. E uma coragem ímpar em conseguir sorrir. Por isso, apesar da farfalheira no interior da bebé e do vento frio no exterior da casa, arriscámos a saída. Aparecemos à hora do jantar com a intenção de a Maria proporcionar, quiçá, mais alguns sorrisos. E lá esteve ela, sentada ao colo da avó. Fez música com duas colheres, inspeccionou uma caixa de chocolates (fechadinha, bem fechadinha), alegrou-se e alegrou. Nem um segundo de choro. Quase não acreditávamos. Nada de lamentos sobre estar sentada, ainda por cima num colo inabitual.
A avó sorriu. Muito. Mesmo sem ver, estava contente por sentir a Maria, por não ouvir lágrimas e sim um palrar, por ser informada de que a bisneta estava sorridente. A velhota falou com a bisneta com “voz de telefone”, assim mais fininha para “a bebé perceber”. Mas os mais novos entoaram alto, sem timbres ténues, a letra dos Parabéns a você. A Maria não cantou, mas gostou do cerimonial.
A avó disse e repetiu que não podia ter tido melhor prenda. Sei bem que havia outras prendas que ela gostaria mais de ter. No entanto, há desejos que um neto não pode realizar. Restou-me proporcionar, com o crucial apoio da AV, o contacto com a bisnetinha. E ver que durante uma escassa vintena de minutos, uma criança ao colo gerou felicidade pura, daquela que não se compra. Dá-se e recebe-se.
A empreitada cumpriu-se com sucesso. Total. O mérito cabe à Maria. Um dia, quando a compreensão aparecer de forma madura, o pai vai agradecer-lhe pela música de uma noite de final de Verão. Para que entenda a importância da preciosa dádiva que deu à bisavó. E por demonstrar, mais uma vez, a grandiosidade das coisas simples. Como uma bisavó cega maravilhada com uma bebé ao colo.
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
DEZ MESES, TRÊS DELITOS
A Maria cumpriu dez meses. Eis os traços de escorpião esta amostra de gente começa a demonstrar.
1 – BIRRA DO SONO
Olhos vermelhos. Mão a coçar os olhos. Olhos ainda mais vermelhos. Bocejo atrás de bocejo. Lá vai a mão novamente. “Tens soninho filha, vá dorme”, enquanto se deposita a fronha na mão dela. Dormir? Qual quê! Fronha fora, choro convulso, arquear do corpo do carrinho (na cama, nesta fase, nem vale a pena tentar). Não durmo, não durmo, não durmo. Receita? Só lá vai com paciência, música clássica, embalar do carrinho. Até que a birra ceda ao sono. O pai especializou-se nesta tarefa. Consegue ver jogos de futebol e séries enquanto abana o carrinho com o pé.
Passo seguinte: colocar pesos no carrinho para exercício do pai.
2 – VAI BUSCAR!
Os copinhos colocados no tampo da cadeirinha para ela brincar enquanto come? Chão. É tão giro ver os papás apanhá-los! A fronha para adormecer? Chão. É tão giro continuar a fazer birra! Os múltiplos brinquedos com que interage no chão? Assim que se aborrece, voam pelo quarto fora. É tão giro ver os outros irem apanhá-los para colocar no saco. E por aí fora...
Passo seguinte: instalar cestos de basquete em várias partes da casa. Assim, enquanto atira os objectos, a Maria sempre pode ir praticando desporto.
3 – ALERGIA AO TROCADOR
A Maria, assim que assenta as costas no trocador, tenha sono ou não, esteja bem ou mal disposta, começa logo a berrar. Ela que até dá logo sinal quando tem a fralda suja (gosta de estar limpinha), tem uma alergia enorme à posição deitada e principalmente quando é no trocador. Para a distrair, canta-se, dança-se, assopra-se na testa, faz-se cócegas, dá-se coisas para a mão. Há vezes em que nada resulta a não ser o regressar à posição vertical. Antes disso já conseguiu raspar a tinta da parede com a escova e deitar cinco ou seis objectos para o chão.
Passo seguinte: trocar a escova por um pincel com tinta e colocar o trocador junto de partes da parede que precisem de retocar a pintura.
1 – BIRRA DO SONO
Olhos vermelhos. Mão a coçar os olhos. Olhos ainda mais vermelhos. Bocejo atrás de bocejo. Lá vai a mão novamente. “Tens soninho filha, vá dorme”, enquanto se deposita a fronha na mão dela. Dormir? Qual quê! Fronha fora, choro convulso, arquear do corpo do carrinho (na cama, nesta fase, nem vale a pena tentar). Não durmo, não durmo, não durmo. Receita? Só lá vai com paciência, música clássica, embalar do carrinho. Até que a birra ceda ao sono. O pai especializou-se nesta tarefa. Consegue ver jogos de futebol e séries enquanto abana o carrinho com o pé.
Passo seguinte: colocar pesos no carrinho para exercício do pai.
2 – VAI BUSCAR!
Os copinhos colocados no tampo da cadeirinha para ela brincar enquanto come? Chão. É tão giro ver os papás apanhá-los! A fronha para adormecer? Chão. É tão giro continuar a fazer birra! Os múltiplos brinquedos com que interage no chão? Assim que se aborrece, voam pelo quarto fora. É tão giro ver os outros irem apanhá-los para colocar no saco. E por aí fora...
Passo seguinte: instalar cestos de basquete em várias partes da casa. Assim, enquanto atira os objectos, a Maria sempre pode ir praticando desporto.
3 – ALERGIA AO TROCADOR
A Maria, assim que assenta as costas no trocador, tenha sono ou não, esteja bem ou mal disposta, começa logo a berrar. Ela que até dá logo sinal quando tem a fralda suja (gosta de estar limpinha), tem uma alergia enorme à posição deitada e principalmente quando é no trocador. Para a distrair, canta-se, dança-se, assopra-se na testa, faz-se cócegas, dá-se coisas para a mão. Há vezes em que nada resulta a não ser o regressar à posição vertical. Antes disso já conseguiu raspar a tinta da parede com a escova e deitar cinco ou seis objectos para o chão.
Passo seguinte: trocar a escova por um pincel com tinta e colocar o trocador junto de partes da parede que precisem de retocar a pintura.
quinta-feira, 30 de julho de 2009
NOVE MESES, CINCO OBJECTOS

A Maria cumpre nove meses. Para assinalar a data, aqui estão cinco objectos de que ela gosta especialmente. É provável que a lista pudesse apresentar ligeiras diferenças na semana passado ou na que ainda está por vir. Mas estes objectos não deixariam de ter uma resistência especial.
FRONHA, melhor conhecida pelo Ó-Ó
O ó-ó é o companheiro inseparável da Maria. Seja para dormir na cama ou acalmar no carrinho, ele tem de estar presente. Quando entra em cena, dado para uma das mãos ou colocado (às vezes até atirado) em cima da cara, tem um efeito imediato no serenar do choro. Está umbilicalmente associado ao dedo na boca (a Maria rapidamente rejeitou a chucha para nosso desprazer). Faz lembrar a fralda que o Linus do Charlie Brown carrega para todo o lado.
CARRINHO DE BEBÉ
É um objecto todo-o-terreno. Não só serve para os passeios no jardim e afins como é o local preferido para o descanso após o desgaste dos dias passados na escola. Actualmente, a Maria já dá o jeitinho necessário aos braços para colocar ou retirar os cintos. E encontrou utilidade no varão de segurança para pousar os pés ou as pernas. Gosta de adormecer numa espécie de ninho, com a capota posta. O papá especializou-se em empurrar o carrinho com o pé, enquanto sentado no sofá a ver séries ou filmes.
URSINHA DADA
Da dúzia de bonecos e brinquedos à disposição da Maria, a ursinha Dada acabou por ganhar um papel de relevância. É a companheira ideal para os momentos de contemplação no carrinho, seja de manhã enquanto o papá ou a mamã se aprontam, seja de tarde enquanto espera pela chegada da sesta pré-banho. Conversam bastante as duas, provavelmente sobre as parvoíces parentais. Ao contrário do que acontece com outros bonecos, a ursinha é quase sempre tratada com gentileza.
COPINHOS COLORIDOS
Proveniente da prima de Peniche, o conjunto de copinhos coloridos que se encaixam como matrioscas constitui a principal diversão à hora da refeição. A Maria aborda o tema através das variações bater-com-o-copinho-no-tampo-da-cadeirinha, bater-com-um-copinho-no-outro, e a clássica deitar-o-copinho-para-o-chão. No banho, a presença dos copos também é imprescindível, sendo o molhar-a-mamã uma das actividades favoritas. Recentemente adquirimos outro conjunto de copinhos, com rebordos “mastigáveis”, que vieram acrescentar uma nova brincadeira: a construção pelos pais de um arranha-céus de copinhos que a Maria “King Kong” se apresta a derrubar. Tenho a impressão que depois vai ser mais difícil ensiná-la a construir...
FLOR
É um objecto que acompanha a Maria desde o nascimento e que continua a ter utilidade. Escondida no cestinho que contém as fraldas, os cremes, os soros e restantes et cetera, a flor é elemento apaziguador durante a tarefa do vestir ou trocar fralda. A ocasião é um suplício para a Maria que se irrita por ter de estar deitada. E, se bem que a quantidade de tempo de distracção proporcionado varie de dia para dia, o malmequer macio e sorridente continua a ser o primeiro truque da lista. Por vezes, desde que não haja engano e coloquemos a tocar a música dos parabéns com que a Maria sempre embirrou, dá conta do recado sozinho. Doutro modo, é preciso passar à forma de distracção seguinte que tanto pode ser a escova do cabelo, o babete, as peças de roupa a vestir, o sapo voador, o polícia sinaleiro, o pai dançarino... ufa... ó filha, voltamos à flor que é tão bonitinha?
quinta-feira, 2 de julho de 2009
OITO MESES, CINCO COISAS
A Maria cumpriu durante esta semana os primeiros oito meses de vida. Neste momento, estas são as cinco coisas nela de que mais gosto.
1 – O sorriso aberto quando vê o papá chegar [ao pé da cama dela, ou vindo da rua, ou ao berçário para a buscar].
2 – Os pés, com as pontas dos dedos curvadas para baixo, num arco de bailarina.
3 - O ar superior ou de desinteresse [alguém o rotulou de “olhar de viés”] que coloca para mostrar quando estamos a mais ou simplesmente que não está para aí virada naquele momento.
4 – A mão a agarrar o meu dedo, enquanto bebe esparramada no meu colo o biberão de leite.
5 – As gargalhadas puras que concede perante certas brincadeiras que lhe faço, como o tapar da cara dela com uma fronha, dizer "não há Maria", e ela risonha tirar a fronha à espera do "tá aquiiiiiiiiiii!".
1 – O sorriso aberto quando vê o papá chegar [ao pé da cama dela, ou vindo da rua, ou ao berçário para a buscar].
2 – Os pés, com as pontas dos dedos curvadas para baixo, num arco de bailarina.
3 - O ar superior ou de desinteresse [alguém o rotulou de “olhar de viés”] que coloca para mostrar quando estamos a mais ou simplesmente que não está para aí virada naquele momento.
4 – A mão a agarrar o meu dedo, enquanto bebe esparramada no meu colo o biberão de leite.
5 – As gargalhadas puras que concede perante certas brincadeiras que lhe faço, como o tapar da cara dela com uma fronha, dizer "não há Maria", e ela risonha tirar a fronha à espera do "tá aquiiiiiiiiiii!".
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